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O processo de aprendizagem pode ser definido de forma sintética como o modo como os seres
adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Contudo, a complexidade desse processo dificilmente
pode ser explicada apenas através de recortes do todo. Por outro lado, qualquer definição está, invariavelmente, impregnada
de pressupostos politico-ideológicos, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber.
A aprendizagem é influenciada pela inteligência, motivação, e, segundo alguns teóricos, pela hereditariedade (existem controvérsias), onde o estímulo,
o impulso, o reforço e a resposta.As influências e os processos são os elementos básicos para
o processo de fixação das novas informações absorvidas e processadas pelo indivíduo.
O processo de aprendizagem é de suma importância para o estudo do comportamento.
Alguns autores afirmam que certos processos neuróticos, ou neuroses, nada mais são que uma aprendizagem distorcida, e que
a ação recomendada para algumas psicopatologias são um redirecionamento para a absorção da nova aprendizagem que substituirá
a antiga, de forma a minimizar as sintomatizações que perturbam o indivíduo. Isto é, através da reaprendizagem (re-educação)
ou da intervenção profissional através da Psicopedagogia.
Estilos de aprendizagem
Cada indivíduo apresenta um conjunto de estratégias cognitivas que mobilizam o processo de aprendizagem.
Em outras palavras, cada pessoa aprende a seu modo, estilo e ritmo. Embora haja discordâncias entre os estudiosos, estes são
quatro categorias representativas dos estilos de aprendizagem:
- visual: aprendizagem centrada na visualização
- auditiva: centrada na audição
- leitur/escrita: aprendizagem através de textos
- ativa: aprendizagem através do fazer
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Dificuldades de aprendizagem
As dificuldades de aprendizagem são decorrentes de aspectos naturais ou secundários são
passíveis de mudanças através de recursos de adequação ambiental. As dificuldades de aprendizagem decorrentes de aspectos
secundários são decorrentes de alterações estruturais, mentais, emocionais ou neurológicas, que repercutem nos processos de aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas.
As dificuldades de aprendizagem mais comuns são: Dislexia, Disortografia e Discalculia.
Dislexia ((do grego) dus = difícil,
dificuldade; lexis = palavra.) é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia
é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de 10 a 15% da
população mundial é disléxica.
Dislalia (do grego dys
+ lalia) é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. Basicamente consiste na má pronúncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando
um fonema por outro ou ainda distorcendo-os
Discalculia (não confundir com acalculia) é definido
como uma desordem neurologica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia
pode ser causada por um deficit de percepção visual. O termo Discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente
à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como
uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar numeros como um conceito abstrato de quantidades comparativas.
Disortografia é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva.
Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia.
Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem; estas são consideradas
disortografias verdadeiras. Os 10% restantes têm como causa uma disfunção neuro-fisiológica.
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